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Cuiabá apresenta queda acentuada em casos de Covid-19, mas influenza dispara entre população

Boletim epidemiológico registra redução de 88% na Covid enquanto influenza cresce 75% em Cuiabá

Cuiabá apresenta queda acentuada em casos de Covid-19, mas influenza dispara entre população

A Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá divulgou o Boletim Epidemiológico de Vigilância dos Vírus Respiratórios contendo informações relativas às semanas epidemiológicas 1 a 29 de 2026, abrangendo o período de 4 de janeiro a 25 de julho. O documento revela cenário contrastante entre as principais doenças respiratórias no município.

Os dados apresentam queda significativa nas notificações de Covid-19 quando comparadas ao mesmo período do ano anterior. No entanto, o oposto ocorre com a influenza, que registra expansão das infecções, comportamento típico desta estação do ano. O boletim foi publicado na última sexta-feira.

Segundo o documento, Cuiabá contabilizou 121 diagnósticos confirmados de Covid-19, sendo 96 entre residentes da capital e 25 de pessoas oriundas de outras cidades. No mesmo intervalo, ocorreram cinco mortes pela enfermidade, das quais duas em habitantes locais e três em pacientes forasteiros. O índice de mortalidade entre os cuiabanos permaneceu em patamar considerado muito reduzido, chegando a 0,29 falecimento por 100 mil residentes.

A comparação com as semanas epidemiológicas 1 a 29 de 2025, que registraram 1.043 notificações da doença, demonstra encolhimento de 88,39% nos diagnósticos de Covid-19 em Cuiabá. Este resultado indica tendência de controle da pandemia no município.

De forma oposta, as notificações de influenza A e B apresentaram trajetória ascendente. O período analisado somou 2.386 infecções, com 1.858 entre habitantes de Cuiabá e 528 em indivíduos de outros municípios. Foram documentadas 21 mortes relacionadas ao vírus influenza, sendo 16 entre cuiabanos.

O crescimento representa expansão de 74,95% frente ao período equivalente de 2025, quando se registraram 1.062 casos entre moradores locais. A Vigilância Epidemiológica atribui esse aumento à circulação intensificada dos agentes respiratórios, cobertura vacinal insuficiente e maior quantidade de testes realizados em 2026. O boletim destaca que expressiva parcela das notificações provém de instituições privadas de atendimento.

Diante dessa realidade, a administração municipal enfatiza que o imunizante contra influenza encontra-se acessível nas 72 Unidades de Saúde da Família distribuídas por Cuiabá. A vacinação atende grupos considerados prioritários, englobando cidadãos com idade igual ou superior a 60 anos, infantes de 6 meses a menores de 6 anos, mulheres grávidas, mulheres no pós-parto, profissionais da área de saúde e educadores. A imunização representa o principal instrumento para impedir complicações provocadas pelo vírus, diminuindo necessidades de internação e reduzindo a mortalidade.

Crianças até 6 anos constituem o segmento populacional mais atingido pela influenza, com 966 casos identificados. Subsequentemente, apresentam-se indivíduos entre 15 e 59 anos com 673 infecções, e menores entre 7 e 14 anos com 572 registros. Na faixa etária de 60 anos acima, foram documentadas 175 ocorrências.

O boletim incorpora dados referentes à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Durante as semanas epidemiológicas 1 a 29, computaram-se 1.463 internações por SRAG, sendo 1.043 de habitantes locais. Desse montante, 970 pacientes receberam alta hospitalar, 373 permaneciam sob análise e 120 falecimentos foram contabilizados.

Quanto às hospitalizações por Covid-19, foram contabilizados 27 casos de SRAG, com cinco óbitos relacionados. A influenza respondeu por 332 internações por SRAG, causando 21 mortes, sendo 16 de moradores cuiabanos. Predominantemente, os óbitos concentraram-se entre idosos acima de 60 anos.

A Secretaria Municipal de Saúde orienta que pessoas apresentando manifestações de síndrome gripal adotem precauções destinadas a reduzir transmissão de agentes respiratórios, incluindo limpeza frequente das mãos, proteção das vias aéreas ao tossir ou espirrar e busca de orientação profissional caso surjam indicadores de deterioração, tais como dispneia, febra prolongada e dificuldade respiratória. Habitantes pertencentes aos segmentos prioritários devem utilizar a disponibilidade vacinal nas unidades de saúde para assegurar proteção contra influenza.

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