México e África do Sul abrem a competição, em jogo válido pelo Grupo A
A contagem regressiva para o início da Copa do Mundo chega nas últimas rodadas dos ponteiros do relógio. Na próxima quinta-feira (11), México e África do Sul se enfrentam no Estádio Azteca, na Cidade do México, dando o pontapé inicial para o mundial de 2026, em jogo válido pelo Grupo A.
Neste cenário, o LeiaJá inicia nesta segunda-feira (1ª) uma série de vídeos com curiosidades sobre o torneio, sediado nos Estados Unidos, México e Canadá, com apresentações de Alex Gomes, Beatriz Veloso e Gustavo Arland.
A Copa de 2026, aliás, será a primeira sediada em três países, todos na América do Norte. Com apresentação de Gustavo Arland, falaremos sobre as relações distintas entre as nações. Quanto aos Estados Unidos, será a segunda Copa por lá, depois de 1994, quando o Brasil faturou o tetra ao vencer a Itália nos pênaltis. De lá para cá, o futebol cresceu na Terra dos Ianques, especialmente após a chegada do astro Lionel Messi ao Inter Miami.
O México, por sua vez, é um país que respira futebol de longa data. Após sediarem as edições de 1970 (Brasil campeão) e 1986 (Argentina campeã), os mexicanos se preparam para a terceira Copa. Fechando a trinca, o Canadá vai para o segundo mundial consecutivo e pode surpreender, sendo empurrado pela torcida.

Estádio Azteca, na cidade do México. Foto: CARL DE SOUZA/AFP
Não é nenhum exagero dizer que o mundial deste ano será o mais tecnológico de todos os tempos. Inclusive, a FIFA, entidade que rege o futebol mundial, se utiliza desse argumento. Uma das novidades citadas no vídeo apresentado por Beatriz Veloso, por exemplo, será o impedimento semiautomático, trazendo total isonomia aos jogos. Haverá sensores espalhados pelo campo e na bola, que conseguirão identificar posições irregulares em segundos.
Falando da bola, ela será muito mais importante do que nas últimas Copas, com sensores internos enviando informações em tempo real para o árbitro de vídeo (VAR). Por fim, os juízes contarão com câmeras corporais, além da utilização de inteligência artificial em estatísticas ao vivo, monitoramento físico dos atletas e experiências interativas para os torcedores.

Wilton Pereira Sampaio será um dos árbitros brasileiros na Copa. Foto: JEWEL SAMAD/AFP
Outro fator que dá ainda mais charme ao mundial será a presença de Seleções estreantes. O vídeo terá apresentação de Alex Gomes e destrinchará os quatro países que vão debutar na Copa: Cabo Verde, Curaçau, Jordânia e Uzbequistão. O motivo é que a Copa será a primeira com 48 participantes, dando espaço para caras novas.
O Curaçau, que é um país autônomo do Reino dos Países Baixos, localizado no Sul do Caribe, aparece no Grupo E, ao lado da poderosa Alemanha, Costa do Marfim e Equador. A primeira partida da nação será justamente contra os alemães, tetracampeões do mundo. Já Cabo Verde figura no Grupo H, acompanhado por Espanha, Arábia Saudita e Uruguai; a Jordânia está no Grupo J, junto com Áustria, Argentina e Argélia, enquanto Uzbequistão terá como concorrentes no Grupo K Colômbia, Portugal e República Democrática do Congo.

Cabo Verde chega ao mundial após boa campanha nas Eliminatórias da África. Foto: MICHAEL BRADLEY/AFP
Não podemos esquecer que o mundial terá o retorno de Seleções importantes. Narrado por Alex Gomes, falaremos sobre as voltas de Noruega, da superestrela Erling Haaland, e Hungria, que já teve grandes jogadores, como Ferenc Puskás.
A equipe que carrega consigo mais expectativas, inevitavelmente, é a da Noruega. Os nórdicos fizeram ótima campanha nas Eliminatórias, relegando a Itália à repescagem. No fim, a Azurra foi eliminada pela Bósnia e ficou de fora da Copa pela terceira vez consecutiva – 2018, 2022 e, agora, 2026.

Jogador do Manchester City, Haaland é uma das maiores estrelas da Copa. Foto: JURE MAKOVEC/AFP
Como de costume em outros mundiais, a Copa de 2026 será a “última dança” de diversas lendas do futebol mundial. São os casos dos atacantes Leonel Messi e Cristiano Ronaldo, de Argentina e Portugal, respectivamente, e dos goleiros Guilhermo Ochoa, do México, e Manuel Neuer, campeão do mundo pela Alemanha em 2014.
Embora boa parte dos brasileiros tenham crescido acompanhando esses craques, a idade acaba pesando. Enquanto Messi tem 39 anos, Ronaldo completou neste ano 41, um ano mais velho que Ochoa e Neuer.

Em 2026, Messi defende o título conquistado em 2022, no Catar. Foto: JUAN MABROMATA/AFP
A bola da Copa, um espetáculo à parte, não poderia ficar de fora da lista. Em 2026, a Trionda homenageia as cores dos países sede. Portanto, a bola conta com folhas vermelhas, estrela azuis e águia verde, em alusão, respectivamente, a Canadá, Estados Unidos e México.
Nos anos anteriores, outras bolas roubaram a cena. Foram os casos da Jabulani (África do Sul, em 2010) e da Brazuca (Brasil em 2014) que deram o que falar tanto dentro quanto fora das quatro linhas.

A bola homenageia os três países sede do mundial. Foto: MIGUEL J. RODRIGUEZ CARRILLO/AFP
Dentre tantas novidades, a Copa do Mundo ajudará o futebol com algumas novas regras. Um dos principais é o sistema antijogo da International Football Association Board (IFAB). As novas medidas incluem limites rígidos de tempo para devolução de bola, bem como restrições a alterações e substituições no uso do VAR.
Os goleiros, por sua vez, terão apenas cinco segundos para repor a bola em tiros de meta. A regra se aplica também as cobranças de laterais e é inspirada no basquete. Em caso de demora, o atleta será advertido com cartão amarelo pelo árbitro.

Raphael Claus também vai representar o Brasil na Copa de 2026. Foto: MAURO PIMENTEL/AFP
O holandês Dirk Advocaat, de 78 anos, se tornará o treinador mais velho a comandar um time de Copa do Mundo com a Seleção de Curaçau. Atualmente, quem ostenta o recorde é o alemão Otto Rehhagel, que comandou a Grécia na Copa do Mundo de 2010 com 71 anos.
Esse, porém, não será o primeiro mundial da carreira de Dirk. Ele comandou seu país natal em 1994, perdendo para o Brasil por 3 a 2 nas quartas de final, e a Coreia do Sul, na Alemanha, em 2006.

Dirk vai para sua terceira Copa como técnico. Foto: KARIM JAAFAR/AFP
Uns com idade avançada, outros dando seus primeiros passos no futebol. A Copa de 2026 terá alguns prodígios, caso do espanhol Lamine Yamal, de 18 anos, que já é tratado como um fenômeno, além do brasileiro Endrick, ex-Palmeiras e hoje no Lyon, da França, emprestado pelo Real Madrid.
Outros nomes ficam por conta do alemães Jamal Musiala (23 anos) e Florian Wirtz (23), além do espanhol Alejandro Garnacho (21), e do inglês Jude Bellingham (22), que vai para a sua segunda Copa do Mundo após se destacar no mundial do Catar, em 2022.

Yamal, do Barcelona, é um dos mais queridos pelo público jovem. Foto: LLUIS GENE/AFP
A Copa de 2026 pode entrar para a história do futebol por diversas razões. Alguns exemplos são o México – que sediará seu terceiro mundial diferente (1970, 1986 e agora 2026) –, Messi, Ronaldo e Ochoa, que vão para a sexta Copa do Mundo. O trio participou das edições de 2006, 2010, 2014, 2018, 2022.
Por fim, a FIFA espera que o público seja o maior de todas as Copas. Motivos existem. Afinal, o mundial de 1994, também na América do Norte, foi o com melhor média de ocupação nos estádios, tendo 68.991 torcedores por jogo e totalizando um público recorde de mais de 3,5 milhões de espectadores.

Ronaldo quer se despedir dos mundiais com o pé direito e ainda busca sua primeira taça. Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP
Felipe Holanda
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