Para evitar condenação, advogados devem contestar denúncia da PGR e convencer pelo menos três ministros do STF
Os advogados de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vão fazer sua sustentação na manhã desta quarta-feira (3) no plenário da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) no julgamento sobre um plano de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Segundo apurou a CNN, os advogados Celso Vilardi e Paulo Bueno vão dividir o tempo de uma hora entre eles para fazer a apresentação aos ministros.
Pela ordem das sustentações das defesas dos réus, os advogados do ex-presidente serão a sexta parte a fazer manifestação. No dia, a manifestação será a segunda, após a defesa de Augusto Heleno. Na sequência, vêm os advogados de Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) acusa Bolsonaro de cinco crimes: tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Segundo a denúncia, a tentativa de golpe foi articulada para manter o ex-presidente no poder. Por sua vez, a defesa de Bolsonaro contesta a denúncia, diz que a acusação não apresenta provas contundentes e que a delação do tenente-coronel Mauro Cid não tem credibilidade.
A sessão de julgamento da Primeira Turma será aberta pelo presidente do colegiado, ministro Cristiano Zanin. Em seguida, será lida a ata da sessão anterior pela secretaria.
Na sequência, o relator deve chamar a defesa do general Augusto Heleno para fazer sua sustentação. Cada réu tem o tempo de uma hora de manifestação.
Logo depois, a manifestação será dos advogados de Bolsonaro. Os outros réus Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto, também com uma hora cada defesa.
Encerradas as manifestações dos advogados de defesa, chega o momento do voto do relator. Existe a expectativa de que o ministro Alexandre de Moraes use mais de uma sessão para ler seu voto.
A dinâmica de votação seguirá a ordem de antiguidade dos ministros no Tribunal. O relator iniciará os votos, seguido pelos demais integrantes da Turma, conforme sua posição hierárquica, e se encerra com o voto do presidente.
Dessa forma, após o relator, manifestarão seus votos os ministros: Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e, por último, Cristiano Zanin. A decisão final, seja pela absolvição ou condenação, será definida pela maioria dos votos, ou seja, três votos.
Davi Vittorazzi e Gabriela Boechat,
cnnbrasil
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) tem uma semana marcada por programação institucional, com audiências públ...
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump disse, na tarde deste sábado (21), que vai elevar as tarifas globais de importaçã...
Às 7h em ponto, quando os portões de cinco escolas de tempo integral vocacionadas ao ensino de línguas, da Rede Estadual...
Faça um comentário // Expresse sua opinião...
Veja os últimos Comentários