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Janaina Riva rejeita candidatura como vice e aposta em aliança com Max Russi e Botelho para disputar Senado

Deputada estadual do MDB descarta vice-presidência e busca composição eleitoral competitiva para candidatura ao Senado de Mato Grosso

Janaina Riva rejeita candidatura como vice e aposta em aliança com Max Russi e Botelho para disputar Senado

A deputada estadual Janaina Riva (MDB), pré-candidata ao Senado Federal, afirmou durante entrevista que sua prioridade é compor uma chapa eleitoral que ofereça as melhores perspectivas para sua candidatura, mantendo diálogo aberto com diferentes grupos políticos. Ao mesmo tempo, reiterou sua decisão de não concorrer novamente para cargo de vice.

"Quando se trata de uma mulher, frequentemente tentam colocá-la em posição de vice. Meu foco agora é ser senadora de Mato Grosso", declarou a parlamentar, ressaltando sua determinação em buscar uma posição de protagonismo.

Riva confirmou que mantém conversas políticas constantes para viabilizar uma candidatura competitiva, pautando suas escolhas pela viabilidade eleitoral e na continuidade das agendas desenvolvidas durante seus três mandatos na Assembleia Legislativa. A presidente estadual do MDB destacou que a legenda não possui obstáculos ao diálogo com o PL, União Brasil, Republicanos ou outras siglas, lembrando que essas mesmas legendas já atuaram em conjunto em pleitos anteriores.

"Trabalho com a razão e vou buscar o espaço que seja melhor para ser eleita senadora. Ainda não defini qual será a chapa, mas farei o necessário com meu grupo para ser a primeira colocada", afirmou.

A parlamentar também confirmou um entendimento político consolidado com Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa, e com o deputado Eduardo Botelho (União Brasil). Os três pretendem permanecer no mesmo palanque durante a eleição de 2026. Segundo Riva, MDB e Podemos trabalham com meta de eleger até dez deputados estaduais conjuntamente, sendo sua candidatura ao Senado um ponto de consenso entre os aliados.

Agenda legislativa para o Senado

Riva apresentou as prioridades que pretende levar ao Congresso Nacional, com destaque para proteção de mulheres e crianças, endurecimento de penas para crimes sexuais, feminicídio e combate ao crime organizado. Entre suas bandeiras estão ampliação do ensino integral, segurança jurídica no campo e reforma no sistema penal.

A pré-candidata voltou a defender prisão perpétua para autores de estupro, pedofilia e feminicídio, reconhecendo que a medida exigiria mudanças constitucionais. Segundo ela, o Congresso Nacional deveria priorizar debates sobre proteção de grupos vulneráveis com a mesma intensidade dedicada a outras pautas legislativas.

Na área de proteção às mulheres, defendeu investimentos federais em patrulhas Maria da Penha, botões de pânico com georeferenciamento, casas de acolhimento e auxílio financeiro temporário para vítimas que precisam abandonar suas residências. Riva criticou a desarticulação do atendimento, principalmente em municípios do interior, argumentando que é necessário sistema integrado entre União, Estados, municípios e terceiro setor.

Riva também propôs agilização processual para casos de violência política de gênero, sugerindo inelegibilidade para autoridades que atacarem mulheres em parlamentos por sua condição feminina. Citou exemplos de vereadoras que aguardam decisão da Justiça por mais de dois anos após sofrerem insultos em plenário.

Segurança pública e reforma penal

Sobre segurança, a parlamentar apontou avanço de facções criminosas em bairros da Baixada Cuiabana e municípios do interior, ocupando espaços deixados pela ausência estatal. Defendeu reforma no sistema penal, aumento de efetivo nas forças de segurança, valorização de servidores e medidas específicas para proteção de policiais e suas famílias.

"Quando há omissão estatal, o crime organizado oferece falsa sensação de segurança. Há inversão completa de valores quando comunidades confiam mais em integrantes de facções do que em policiais", avaliou.

Outras proposições

Quanto à jornada 6x1, Riva reconheceu sobrecarga dos trabalhadores mas aguardará estudos sobre impactos no emprego, salários e viabilidade empresarial. Defendeu reforma que amplie tempo das famílias sem provocar demissões ou aumento da informalidade, argumentando que a decisão não pode ficar restrita apenas a negociações entre empregados e empregadores.

A deputada se posicionou contra atuação guiada unicamente pela divisão ideológica direita-esquerda, afirmando que seu principal critério para votações será o interesse de Mato Grosso, mesmo que isso contrarie orientações do MDB ou do governo federal. Citou como exemplos regulamentação da reforma tributária, demarcações de terras indígenas, defesa da propriedade rural e segurança jurídica para produtores com títulos públicos de décadas.

"Minha principal bandeira é Mato Grosso. Não voto contra meu estado para acompanhar partido, presidente ou qualquer orientação ideológica", concluiu.

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