Deputado estadual defende candidatura própria e avalia que desistência prejudicaria bancadas do partido nas eleições
O deputado estadual Júlio Campos alertou, nesta quarta-feira (15), que o União Brasil enfrenta o risco de sair enfraquecido das eleições deste ano caso renuncie ao lançamento de candidatura própria para o Governo de Mato Grosso.

Apoiador da pré-candidatura do senador Jayme Campos (União), ele considera que abandonar a disputa pelo Palácio Paiaguás favoreceria outras legendas e poderia diminuir significativamente as representações do partido na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal.
Atualmente, o União Brasil conta com quatro deputados estaduais e dois federais. Na visão de Júlio, esse contingente sofrerá redução substancial caso a sigla não participe da disputa pelo comando estadual.
"Se o partido não tiver candidatura própria ao governador, quem serão prejudicados são os candidatos à eleição proporcional, da Câmara dos Deputados e da Assembleia Legislativa. Não vamos ter carro-chefe", afirmou o parlamentar.
Conforme sua avaliação, existe risco real de encolhimento significativo da bancada. "Corremos o risco de ser reduzidos a um ou dois deputados estaduais. E federal nós somos dois, corremos o risco de ficar com um. Então quem é prejudicado? O partido. Para beneficiar quem? Os outros partidos? Não. Tem que ter um pouco de espírito partidário", completou.
Na perspectiva do deputado, uma candidatura majoritária também facilitaria a construção das chapas para a Câmara. Isso porque poderia atrair lideranças interessadas em fortalecer tanto as candidaturas estaduais quanto federais pelo União.
Júlio reconheceu que as dificuldades para montar a chapa proporcional continuam desafiando o partido.
"O Jayme tem condição, oficializando candidato, de trazer três ou quatro novos candidatos, até cinco, para somar força ao partido. Agora, sem projeto majoritário, quem vai entrar na União Brasil? Se quem vai continuar governando Mato Grosso é o Republicanos ou o PL", questionou.
Convicção na convenção
Apesar dos conflitos internos, Júlio demonstrou confiança de que o grupo liderado por Jayme conseguirá ratificar a candidatura própria na convenção partidária.
Segundo ele, embora o planejamento inicial fosse de 50 votantes, dois ficaram impedidos de participar. Mesmo assim, o deputado assegurou que o grupo já possui os votos necessários para vitória.
"A conta original era que nós tínhamos certeza que contaríamos com 35 votos, que é o necessário", declarou.
Quando questionado sobre manifestações de membros da corrente contrária, que alegam que o grupo de Jayme teria apenas 12 votos, Júlio descartou a estimativa com ironia.
"Então vamos aguardar o resultado. Doze somos só nós da bancada aqui, praticamente. Júlio Campos, Sebastião Rezende, Dilmar Dal'Bosco, Jayme Campos, Lucimar Campos, César Miranda. Eu faço 30 de cabeça", concluiu.
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