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Mendes exige BO de Júlio Campos sobre suposta compra de votos na convenção do União Brasil

Ex-governador critica acusações do deputado sobre propostas indecorosas para delegados e o desafia a registrar denúncia na polícia

Mendes exige BO de Júlio Campos sobre suposta compra de votos na convenção do União Brasil

O presidente estadual do União Brasil e ex-governador Mauro Mendes cobrou que o deputado Júlio Campos formalize uma denúncia junto às autoridades policiais acerca de alegadas tentativas de compra de apoio político durante a convenção partidária marcada para a próxima quinta-feira, 30 de janeiro.

Campos havia declarado na semana anterior que alguns dos delegados que decidirão se a legenda terá candidato próprio ou apoiará o governador Otaviano Pivetta receberam o que chamou de "propostas indecorosas". O deputado fez alusão a oferecimentos de recursos financeiros, porém não apresentou informações específicas sobre os fatos.

A convenção definirá se o União Brasil lançará a candidatura de Jayme Campos, irmão de Júlio, ao cargo de governador, ou se manterá apoio ao atual governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, que disputa sua reeleição. Participarão da votação 48 delegados da agremiação.

Em resposta às declarações do deputado, Mendes afirmou que Júlio deveria procurar instâncias judiciais ou policiais para formalizar as acusações. "O Júlio Campos devia ir à Justiça ou ir na Polícia registrar um Boletim de Ocorrência, porque isso é crime. Então, se ele falou isso e está se omitindo, também está cometendo crime. Que ele diga quem fez e quem sofreu esse tipo de investida", declarou o ex-governador.

O dirigente ainda afirmou ter conhecimento de práticas semelhantes ocorrendo do lado oposto, entre apoiadores da candidatura de Jayme Campos. Contudo, criticou a forma como Júlio está conduzindo o assunto. "Eu também já ouvi as mesmas coisas do lado de lá. Só que não fico de maneira irresponsável, fazendo acusação ao vento. Essa prática, de acusar os outros, daquilo que está fazendo, ou pretende fazer, é uma tática antiga e conhecida", rebateu Mendes.

Para o ex-governador, a antecipação de resultados constitui desrespeito ou demonstração de desespero político. "Você ficar antecipando resultado é no mínimo um desrespeito ou demonstração de desespero, ficar colocando antecipadamente um suposto resultado", finalizou.

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