Presidente estadual do partido descarta possibilidade de membros apoiarem candidatos diferentes ao Governo de MT
Max Russi, presidente do Podemos em Mato Grosso e deputado estadual, reafirmou que o partido não permitirá que seus filiados, incluindo prefeitos, vereadores e demais integrantes, apoiem candidatos distintos à disputa pelo Palácio Paiaguás nas eleições deste ano.

De acordo com Russi, embora o Podemos ainda não tenha oficializado seu posicionamento, qualquer decisão será tomada de forma participativa e vinculante a todos os membros da sigla.
"Essa possibilidade é muito difícil. A gente vai ouvir todos eles para tomar a decisão, dialogando com todos, mas jamais liberar. Aquela maioria que nós formos construir vai ser a que vai seguir o partido nas definições", declarou em entrevista ao Jornal do Meio Dia na segunda-feira (13).
A declaração foi proferida quando questionado sobre seus relacionamentos próximos com os três principais postulantes ao cargo de governador: o atual chefe do Executivo Otaviano Pivetta (Republicanos), o senador Wellington Fagundes (PL) e o senador Jayme Campos (União).
Conforme Russi, o Podemos pretende avaliar as propostas de todos os candidatos antes de definir seu alinhamento, com a convenção da legenda marcada para 4 de agosto.
"Eu não sou dono do partido. Preciso levar isso aos nossos candidatos a deputados, aos nossos prefeitos, aos nossos vereadores, às lideranças sindicais, empresariais e comunitárias que fazem parte do partido para tomar uma decisão. Aquilo que for decisão e vontade da maioria será a vontade do Podemos", ressaltou.
O parlamentar também informou que Jayme Campos o procurou solicitando que a definição ocorra apenas após a convenção do União Brasil, onde o senador aguarda a decisão de seu partido para oficializar sua candidatura.
"O Jayme, inclusive, esteve lá com a gente e pediu: 'Espere a minha convenção, quero conversar com o Podemos'. Vamos dar essa oportunidade e conversar com todo mundo", complementou.
Russi também enfatizou que a escolha não dependerá exclusivamente de considerações político-eleitorais, mas também das agendas propostas pelos aspirantes ao Governo.
"Vamos discutir os planos de governo. A gente quer participar da elaboração e da construção de algumas pautas que achamos importantes para o partido e discutir o que os candidatos pensam para os próximos quatro anos. Isso vai ser importante para a definição do Podemos", finalizou.
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