Pré-candidato à presidência comenta cenário político paulista e apoia Ricardo Salles em evento do partido Novo
Durante evento realizado no sábado em São Paulo, o ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo), pré-aspirante à disputa presidencial, fez críticas indiretas a duas mulheres que buscam representação no Senado estadual. Suas observações focaram na procedência delas e no motivo que as teria levado a se candidatar pelo estado.
Enquanto expressava apoio ao candidato do seu partido, Ricardo Salles (Novo), ex-ministro do Meio Ambiente e atual deputado federal, Zema teceu comentários sobre o cenário eleitoral na região. Segundo o político, São Paulo tornou-se um destino para candidatos de outras localidades que enfrentam dificuldades políticas em seus territórios de origem.
A fala do mineiro referenciava implicitamente Simone Tebet e Marina Silva. Tebet nasceu em Três Lagoas (MS), onde construiu sua carreira como deputada estadual e senadora antes de integrar o governo Lula como ministra do Planejamento e Orçamento. Marina, por sua vez, iniciou sua trajetória política no Acre, seu estado natal, mas atualmente representa São Paulo como deputada federal e ocupa a pasta ambiental no atual governo.
Quando questionadas sobre as declarações, ambas optaram pelo silêncio através de suas equipes de comunicação. Previamente, Tebet havia destacado em entrevista que nasceu próxima à divisa paulista, mencionando vínculos familiares com São Paulo, além de formação acadêmica e filhas residindo no estado há dez anos. Marina, por outro lado, já rebateu críticas similares argumentando haver componentes machistas em tais argumentações, citando exemplos de homens de outras regiões que receberam recepção diferenciada.
No encontro nacional da legenda, Zema também abordou questões sobre sua possível chapa para a corrida presidencial. Ele mencionou a possibilidade de Michelle Bolsonaro como vice, embora ressaltasse que tal decisão só ocorreria após as convenções partidárias. Contudo, essa combinação enfrentaria obstáculos consideráveis, já que o PL mantém seus próprios planos para ambos os nomes em suas candidaturas.
A estratégia política de Zema concentra-se em sua retórica contra o que denomina "intocáveis", com ênfase especial em críticas aos privilégios de ministros do Supremo Tribunal Federal. Essa abordagem lhe rendeu um processo por parte do ministro Gilmar Mendes. Dados de pesquisa divulgados em junho apontavam o ex-governador com apenas 2% das intenções de voto.
Comparando-se com Renan Santos (Missão), outro contendor da ala conservadora, Zema sustenta que sua proposta possui maior consistência eleitoral além do apelo momentâneo. Entre suas propostas estão a privatização de empresa do setor energético e instituições financeiras estratégicas do estado.
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