Vídeo registra momento de fé antes de lipoescultura que resultou em parada cardiorrespiratória fatal.
Um registro em vídeo produzido momentos antes da cirurgia plástica que se transformaria em tragédia mostra Lurdes Maria de Lima Pessoa Padilha, com 24 anos, acompanhada pela psicóloga Karine Rodrigues em momento de oração. O procedimento cirúrgico realizado no Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá terminou com a morte da jovem na sexta-feira (16), após sofrer uma parada cardiorrespiratória durante a intervenção.
No vídeo gravado antes da entrada no centro cirúrgico, Karine intercede pela saúde da amiga e pelos profissionais que participariam do procedimento, buscando tranquilizá-la naquele momento delicado. As palavras da psicóloga expressam esperança e confiança no resultado: "Que Deus possa abençoar essa cirurgia, que eles estejam lá no centro cirúrgico, vai dar tudo certo, já deu tudo certo".
Além de pedir proteção divina para o sucesso da cirurgia, Karine também faz súplicas pela recuperação serena e rápida de Lurdes após os procedimentos. "Que a sua recuperação seja melhor do que a gente espera ainda, em nome de Jesus", expressa na gravação.
Através de um relato nas redes sociais, Karine compartilhou detalhes emocionantes sobre aquele dia. A psicóloga aguardava notícias do lado de fora da instituição hospitalar quando foi informada sobre o óbito. Ela e outra amiga, identificada como Bruna, haviam preparado com cuidado um buquê de rosas azuis para presentear Lurdes assim que fosse encaminhada ao quarto de recuperação. "Ainda estou aqui fora esperando você. Eu e Bruna compramos um buquê lindo de rosas azuis que eram sua cor preferida. Estávamos levando para você quando fosse para o quarto", relatou.
Lurdes deixa dois filhos e estava submetendo-se a uma lipoescultura combinada com implantação de próteses mamárias. O cirurgião responsável pela operação era Euller Gustavo Pompeu de Barros Gonçalves Preza. Após a parada cardiorrespiratória, a equipe médica realizou tentativas de reanimação por aproximadamente duas horas, mas não conseguiu reverter o quadro crítico.
O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) anunciou a abertura de uma sindicância para examinar minuciosamente o atendimento prestado e investigar as circunstâncias que envolveram o óbito. A investigação será conduzida sob sigilo processual, garantindo direito à defesa do profissional investigado. O órgão ressaltou que a instauração do procedimento investigativo não constitui presunção de culpa antecipada.
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