Deputado estadual acusa Judiciário, Forças Armadas e imprensa de articulação contra candidato presidenciável.
O deputado estadual Júlio Campos proferiu declarações sem fundamentação probatória alegando irregularidades na eleição presidencial de 2022. Conforme suas alegações, haveria uma suposta articulação envolvendo integrantes do Poder Judiciário, instituições militares e veículos de comunicação visando prejudicar as aspirações políticas de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições atuais. Os pronunciamentos ocorreram na terça-feira (13), durante ato realizado no espaço de campanha do postulante ao cargo de presidente em Mato Grosso.
Dirigindo-se ao público de apoiadores, o parlamentar alertou sobre a necessidade de mobilização contínua, ressaltando que a disputa deveria ser considerada indefinida. Na sequência, formulou acusações sobre supostos esforços coordenados contra o candidato do PL.
"Não devemos relaxar a vigilância, pois a eleição está longe de estar decidida. Existe uma união de agentes do sistema judiciário, da estrutura militar e especialmente da mídia tentando nos despojar novamente de nossa vitória eleitoral", expôs o deputado em seu pronunciamento.
Retomando a derrota sofrida por Jair Bolsonaro (PL) frente a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito de 2022, Campos responsabilizou a instituição eleitoral. Mencionou uma interrupção no processo de contabilização dos votos, contudo absteve-se de disponibilizar comprovações que ampaldassem sua alegação.
"Em 2022, fomos privados ilicitamente de nossa vitória através do sistema de votação eletrônica. Durante o período de suspensão das apurações, quando os trabalhos foram retomados, constatamos que havíamos sido prejudicados. Tais ações caracterizam manipulações do TSE", comunicou.
Em seu discurso, o representante legislativo enfatizou a importância do envolvimento dos votantes de Flávio, mencionando ter coordenado pessoalmente o deslocamento de colaboradores originários de sua propriedade localizada na região pantaneira até as seções eleitorais.
Estas manifestações sucedem sua não reeleição para o legislativo estadual. Posterior ao conhecimento do resultado, o parlamentar externou publicamente a possibilidade de encerramento de sua trajetória na vida política.
Com aproximadamente cinquenta anos de atuação na esfera pública, o político acumulou experiência nos cargos de chefe do executivo estadual, representante federal no Senado, deputado na esfera federal, além de sua participação na assembleia legislativa local. Sua trajetória institucional iniciou-se vinculada à Arena, organização que forneceu respaldo à administração militar autoritária.
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