O prefeito Abílio Brunini conseguiu transformar uma simples visita a uma escola estadual no episódio que já ganhou apelido próprio: o “4x4”. A ideia era posar de gestor atento, mas acabou saindo como militante improvisado e professor de português reprovado.
A cena rendeu críticas pesadas da vereadora Maysa Leão, que não poupou ironia. Para ela, Abílio é o retrato da incoerência: diz que não aceita militância em sua gestão, mas vai à escola, expõe os jovens e faz alusão a quem votou em Lula e quem votou em Bolsonaro.
E não parou por aí. Ao tentar se defender, Abílio saiu com a pérola do dia: disse que não fez nada de errado e que apenas “exposte” os alunos. Sim, “exposte”. O verbo expor virou uma aventura linguística na boca do prefeito. Maysa não deixou barato: “O verbo ele não aprendeu a conjugar, mas a prática de expor os estudantes ele dominou com excelência”.
O detalhe é que há poucas semanas o mesmo Abílio fez discurso inflamado contra o uso de “todes”, acusando uma professora de praticar militância ideológica e atentado à língua portuguesa. Agora, dentro de uma escola, fez exatamente o que criticava: militou e ainda conjugou errado.
No fim, a visita que era para ser institucional virou aula de incoerência. Abílio, que dizia combater militância, acabou se revelando militante de primeira linha — só que da causa própria. E, de quebra, mostrou que na cartilha da sua gestão, português correto é matéria optativa.
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