Autoridade classifica morte de adolescente como execução cruel sem motivação aparente; um suspeito confessou e outro segue procurado.
O delegado Gabriel Chadud qualificou o homicídio do jovem de 17 anos, cujo corpo foi encontrado incinerado na região rural de Vila Bela da Santíssima Trindade, como uma ação de extrema barbaridade. Segundo a autoridade, a Polícia Civil ainda não conseguiu identificar um motivo que explique a execução.
Um homem na faixa dos 44 anos confessou ter conduzido a vítima até uma propriedade agrícola com a alegação de participar de uma caçada. Dentro da fazenda, o adolescente foi atacado com faca, recebeu disparos de arma de fogo e, após ser morto, teve seu corpo coberto por pneus e incendiado com o objetivo de eliminar vestígios.
O fazendeiro Djalma Aparecido de Azambuja Filho, com 29 anos de idade, é apontado como cúmplice no crime e continua em fuga, sendo procurado pelas autoridades estaduais.
"É um crime muito bárbaro, muito difícil de falar. Na delegacia, o suspeito preso em flagrante confessou o crime com riqueza de detalhes. Foi um interrogatório pesado, porque foi muito cruel a atuação deles", declarou o delegado em pronunciamento à TV Centro Oeste.
De acordo com as investigações, o suspeito detido alegou conhecer a vítima há aproximadamente cinco meses e afirmou não ter nenhum tipo de desavença ou conflito que justificasse um ato tão violento.
Segundo relatos coletados na delegacia, os envolvidos passaram a tarde consumindo álcool em um estabelecimento localizado em Santa Clara, distrito de Monte Cristo. Posteriormente, o dono da fazenda propôs ao adolescente visitar sua propriedade sob o pretexto de caçar um jacaré.
Durante o deslocamento até a represa da fazenda, os suspeitos executaram seu plano. O delegado informou que o preso relatou ter desferido dois golpes de faca contra o adolescente, sendo seguido de dois disparos realizados com a arma portada por Djalma.
Após consumarem o homicídio, os dois colocaram pneus sobre a vítima e atearam fogo, tentando dificultar o reconhecimento do corpo e eliminar qualquer rastro do delito.
Mesmo com a confissão, o motivo exato do crime permanece obscuro. O detido alegou ter consentido em participar porque Djalma manifestava ter um problema com o adolescente e expressava continuamente o desejo de eliminá-lo.
"Mediante a ideia do outro envolvido, que está foragido, e que alegou ter um problema com a vítima e o desejo de matá-la, eles arquitetaram o plano e executaram o adolescente de 17 anos na fazenda desse outro suspeito", explicou Chadud.
As autoridades esperam que a captura e interrogatório do fazendeiro tragam à luz as reais motivações do homicídio.
"Hoje é um dia triste para a família. Ele completaria 18 anos, uma vida inteira pela frente, ceifada pela atuação cruel e fria de duas pessoas. Aparentemente, ao menos para o preso em flagrante, não havia motivação alguma para cometer o crime", expressou o delegado.
Djalma Aparecido de Azambuja Filho possui mandado de prisão ativo pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Informações sobre o paradeiro do foragido podem ser comunicadas à Polícia Civil através dos telefones 197 ou (66) 98128-3489. As denúncias são garantidas de sigilo total.
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