Texto prevê redução de penas, mas não perdoa condenados no plano de golpe
O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta terça-feira (9) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deu aval para que o partido apoiasse o projeto de lei da dosimetria sem que o texto tratrasse de uma anistia.
“Decidimos subir um degrau na nossa luta, e o degrau hoje é o acordo feito na nossa bancada e o presidente Hugo Motta de votar a redução de penas, autorizada pela liderança do nosso partido e, inclusive, dialogado com o nosso eterno presidente Bolsonaro”, disse Sóstenes a jornalistas.
Segundo o deputado, a redução deve ser feita a tempo de os presos por vandalizarem a Praça dos Três Poderes no 8 de Janeiro conseguirem ir para suas casas no Natal. No entanto, por enquanto, a redução não deve atingir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi condenado em 27 anos de prisão por participar de um plano de golpe de Estado.
Sóstenes disse saber que os presos e suas famílias estão insatisfeitos, mas que este é o "degrau possível" de ser subido no momento. "É muito longe do que nós gostaríamos, mas é o possível", declarou.
Para que o texto seja aprovado, o congressista concordou com o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), que o PL não apresentaria nenhuma emenda à proposta.
De acordo com Sóstenes, o objetivo do partido é "subir degrau por degrau" até chegar à anistia ampla e irrestrita aos presos. Ele destacou que não desistiria do texto.
Aline Becketty e Duda Cambraia, da CNN Brasil, Brasília
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