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Cattani mira o Senado em 2030 e promete seguir Bolsonaro em qualquer partido

Deputado estadual reeleito com 70 mil votos afirma que atual mandato será o último na Assembleia Legislativa

Cattani mira o Senado em 2030 e promete seguir Bolsonaro em qualquer partido

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) revelou ambições de chegar ao Senado Federal na eleição de 2030 e sinalizou que seu terceiro mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) poderá ser o derradeiro. Reeleito em 2026 com expressiva votação, o parlamentar já estrutura sua estratégia para disputar cargos em nível federal e mantém aberta a possibilidade de migração partidária.

Durante entrevista sobre seus planos políticos futuros, Cattani confirmou o desejo de concorrer a uma vaga no Senado. "Eu pretendo, sim, disputar uma cadeira em nível federal em 2030. Essa é quase certa que será a minha última estada na Assembleia Legislativa", assegurou o deputado, embora ainda não tenha formalizado sua candidatura ao cargo.

Os números eleitorais de Cattani demonstram trajetória ascendente. Em 2026, conquistou 69.672 votos, consolidando-se como terceiro deputado estadual mais votado do estado. Seu desempenho contrasta com as eleições anteriores: em 2022 recebeu 44.705 votos (sexta colocação), e em 2018, quando se elegeu pela primeira vez pelo PSL, obteve 11.629 votos na condição de suplente. O crescimento acumulado em oito anos ultrapassa os 56%.

A fidelidade ao ex-presidente Jair Bolsonaro representa fator determinante nas decisões políticas de Cattani. O parlamentar reafirmou que acompanhará o ex-presidente em eventual mudança de legenda: "Independente de partido, eu vou onde o Bolsonaro estiver. Onde o presidente Bolsonaro estiver, eu também estou", declarou, demonstrando subordinação política às movimentações do ex-mandatário.

As manifestações de Cattani emergem num contexto de tensões internas no PL mato-grossense. Divergências com o colega deputado Faissal Calil sobre a composição da próxima Mesa Diretora da Assembleia Legislativa têm gerado atrito, especialmente quanto ao apoio de Cattani à primeira vice-presidência. Críticas também recaem sobre sua proximidade com o bloco liderado por Max Russi (Podemos). Apesar das fricções partidárias, o deputado ainda não anunciou desvinculação formal de sua legenda.

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