Helicóptero adquirido com recursos do Fundo Amazônia será entregue ao estado para ampliar operações de combate ao fogo.
Mato Grosso está recebendo um aporte significativo de recursos destinados ao fortalecimento das operações de prevenção e combate aos incêndios florestais. A articulação de Valtenir Pereira, ex-assessor especial da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República, garantiu a liberação de R$ 45 milhões provenientes do Fundo Amazônia para o Estado.
Os investimentos já estão sendo convertidos em equipamentos concretos. Uma aeronave adquirida pelo financiamento já passou por contrato com fornecedor e encontra-se em processo de entrega ao governo estadual. Esta é uma das peças-chave do pacote de modernização do sistema de resposta a incêndios florestais.
O projeto apresentado pelo Corpo de Bombeiros contempla a estruturação de infraestrutura abrangente para o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer). Os recursos cobrem desde a aquisição de aeronaves até drones, equipamentos de monitoramento, programas de capacitação de pessoal, estruturação de brigadas especializadas e ações integradas de prevenção, fiscalização e combate ao fogo.
O maior investimento do pacote foi alocado para aquisição de um helicóptero monomotor. O contrato para esta aquisição foi assinado em maio do ano corrente entre o governo estadual e a empresa Helicópteros do Brasil S.A. (Helibras). A aeronave representa um avanço considerável na capacidade operacional, permitindo maior mobilidade das equipes e acesso a regiões de difícil alcance terrestre.
Durante os períodos de estiagem, quando historicamente ocorre aumento significativo de queimadas e incêndios florestais em Mato Grosso, equipamentos como este helicóptero tornam-se fundamentais. A ampliação da capacidade de resposta das equipes pode ser decisiva em operações de combate, resgate e fiscalização preventiva.
O cronograma de desembolso já apresenta avanço. Até o dia 5 de junho, 61% do total já havia sido repassado através do Fundo Amazônia com intermediação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O primeiro desembolso de R$ 27,5 milhões foi liberado entre maio e junho, permitindo a assinatura do contrato com o fornecedor.
Conforme relatado por Valtenir, o projeto evoluiu rapidamente desde seu início. A aprovação pelo Fundo Amazônia ocorreu em janeiro de 2025, seguida dos desembolsos iniciais e formalização de contratos com fornecedores em maio e junho do mesmo ano, demonstrando a velocidade de implementação da iniciativa.
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