Partido em Mato Grosso vai ouvir lideranças antes de escolher apoio único para disputa governamental
O presidente estadual do Podemos em Mato Grosso, deputado Max Russi, confirmou que a legenda manterá coesão nas próximas eleições e rejeitou qualquer possibilidade de liberar seus integrantes para apoiar diferentes candidatos na corrida pelo Palácio Paiaguás.
Em declaração concedida na segunda-feira durante entrevista ao Jornal do Meio Dia da TV Vila Real, Russi ressaltou que embora a sigla ainda não tenha definido seu pré-candidato preferencial, a escolha será feita de maneira consensual entre seus membros. Uma vez tomada a decisão majoritária, todos os filiados deverão seguir a mesma linha de atuação.
"Essa possibilidade de liberação é muito difícil. Quando construirmos a decisão da maioria, o partido seguirá unido. Não haverá liberação para que cada um escolha um palanque diferente", enfatizou o dirigente político.
O presidente estadual ressaltou ainda que antes de qualquer definição, o Podemos realizará amplo processo de escuta junto aos seus candidatos, gestores municipais, vereadores e quadros de liderança da organização. Esse processo consultivo ocorrerá durante a convenção estadual agendada para 4 de agosto.
"Vamos ouvir os nossos candidatos, prefeitos, vereadores e lideranças do partido. O que for decisão da maioria será também minha decisão. O Podemos vai caminhar junto", afirmou Russi em seu pronunciamento.
Atualmente, a legenda segue em fase de articulação com os principais grupos políticos em disputa pela sucessão estadual. De acordo com Russi, o Podemos já iniciou conversas e mantém diálogo contínuo com todos os atores envolvidos na corrida ao governo. Entre os nomes que integram essas negociações encontram-se o governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, o senador Wellington Fagundes, vinculado ao PL, e o senador Jayme Campos, da União Brasil.
"Não fechamos as portas para ninguém. Vamos conversar com todos, discutir propostas e conhecer os planos de governo. Queremos participar da construção de pautas importantes para Mato Grosso antes de tomar qualquer decisão", concluiu o presidente do partido.
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