Candidato a vice-senador avalia que ministro do PT não atendeu demandas do setor agrícola e rural.
O empresário do agronegócio e pré-candidato a suplente de senador Odílio Balbinotti (PL), integrante da chapa encabeçada por José Medeiros (PL), fez severas críticas à administração de Carlos Fávaro (PSD) no Ministério da Agricultura. Em suas declarações, Balbinotti afirmou que a gestão do senador mato-grossense não respondeu adequadamente aos anseios dos produtores rurais e deixou carências significativas nas questões estruturais do campo.
De acordo com o candidato a vice-senador, a passagem de Fávaro pela pasta ministerial não beneficiou produtores de diferentes portes. "Nós tivemos um ministro aqui do Mato Grosso, da agricultura agora, no governo do PT, e infelizmente foi um péssimo ministro. Não ajudou nem o pequeno, nem o médio, nem o grande agricultor nas grandes demandas", declarou Balbinotti.
Um dos principais problemas destacados pelo agropecuarista diz respeito à distribuição de recursos destinados à proteção da produção agrícola brasileira. Conforme Balbinotti, a gestão atual cometeu equívocos ao redirecionar verbas cruciais para setores financeiros e de garantias, comprometendo o planejamento de produtores rurais.
O seguro rural foi mencionado como uma das demandas primordiais que teriam sido negligenciadas. Balbinotti apontou que recursos foram deslocados do fundo de subsídio ao seguro para outras finalidades, prejudicando uma política essencial para o agronegócio. "Uma das principais era o seguro rural. Inclusive, tirou recursos do fundo que subsidia o seguro rural para outras atividades. E é uma das principais demandas", ressaltou.
Em seu discurso, o pré-candidato também fez comparações entre as estratégias do governo atual e as medidas implementadas na administração anterior, elogiando as ações de Jair Bolsonaro para assegurar o fornecimento de insumos vitais para a agricultura nacional. Balbinotti mencionou iniciativas diplomáticas de Bolsonaro durante períodos de tensão geopolítica, particularmente a busca por garantir combustível e fertilizantes junto a lideranças internacionais como o presidente russo Vladimir Putin.
"Quando começou a guerra lá, não sei se vocês se recordam, o Bolsonaro saiu daqui e foi lá na Rússia conversar com o Putin para garantir tanto o combustível, que a gente tinha preocupação, como o fertilizante. Então, a gente não vê a mesma preocupação no governo Lula", finalizou o empresário em sua crítica às políticas atuais para o setor.
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