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Bombeiros de Mato Grosso controlam 3 incêndios e enfrentam 13 focos ativos em operação de combate

Corporação realiza operações coordenadas em municípios do estado com apoio aéreo e máquinas; 370 focos de calor detectados

Bombeiros de Mato Grosso controlam 3 incêndios e enfrentam 13 focos ativos em operação de combate

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) conseguiu controlar três focos de incêndio nas últimas 24 horas e mantém operações intensas contra 13 incêndios distribuídos em diversos municípios nesta sexta-feira. As ações ocorrem em Paranatinga, Nova Santa Helena, Rondonópolis, Rosário Oeste, Novo Santo Antônio, Peixoto de Azevedo, Campinápolis, Pedra Preta e União do Sul.

Incêndios localizados em Nova Ubiratã, Nova Xavantina e São José do Rio Claro encontram-se controlados, sem apresentar riscos imediatos de avanço. As chamas foram contidas em zonas seguras enquanto as equipes mantêm vigilância permanente para prevenir reignições e eliminar focos residuais.

Em Paranatinga, o trabalho ocorre simultaneamente em cinco frentes de combate. Uma delas opera nas margens da rodovia MT-130, próximo à zona urbana municipal; outra atua junto à Terra Indígena Marechal Rondon; duas estão posicionadas nas proximidades da MT-020; e uma quinta frente trabalha na MT-129.

Na rodovia MT-130, a operação utiliza estratégia coordenada que inclui suporte aéreo do Grupo de Aviação Bombeiro Militar, que lançou aproximadamente 21 mil litros de água sobre as áreas atingidas. A estrutura operacional conta com brigadistas e equipamentos fornecidos por fazendeiros regionais e pela concessionária, incluindo caminhões-pipa, unidades móveis e carregadeiras.

Próximo à Terra Indígena Marechal Rondon, a corporação utiliza máquinas para facilitar acesso às zonas afetadas e conter a propagação das chamas. Além disso, dois incêndios são combatidos na MT-020 e um adicional na MT-129, este último com menor intensidade.

Em Nova Santa Helena, as operações concentram-se em um incêndio em área de assentamento sob responsabilidade federal. Por ser competência da União, o CBMMT solicitou reforços ao Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal, aguardando resposta. Os militares trabalham ininterruptamente para controlar os focos remanescentes, com a aeronave tendo despejado aproximadamente 54 mil litros de água. A operação recebe auxílio de brigadistas, Força Nacional e proprietários rurais que forneceram sete máquinas.

Em Rondonópolis, as equipes atuam no Parque Estadual Dom Osório Stoffel com ações sendo constantemente reforçadas. Em Rosário Oeste, os trabalhos desenvolvem-se nas proximidades da cabeceira do Rio Cuiabá. Incêndios de menor proporção são combatidos em Novo Santo Antônio, Peixoto de Azevedo, Campinápolis, Pedra Preta e União do Sul, permanecendo sob monitoramento contínuo.

Todas as operações seguem abordagem estratégica focada no combate direto, monitoramento das áreas impactadas e proteção de vidas, propriedades rurais e recursos naturais. As ações contam com integração do Grupo de Aviação Bombeiro Militar, Defesa Civil Estadual, Centro Integrado de Operações Aéreas e Polícia Militar.

Panorama de focos de calor

Mato Grosso registrou 370 focos de calor nas últimas 24 horas conforme monitoramento realizado às 17h pelo Programa BDQueimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Os dados provêm do Satélite de Referência Aqua Tarde. Do total, 217 focos ocorreram no Cerrado, 152 na Amazônia e um no Pantanal.

Em territórios indígenas foram identificados 147 focos de calor, com concentrações significativas na Terra Indígena Parabubure em Campinápolis (54 focos) e Terra Indígena Areões em Nova Nazaré (30 focos). A Terra Indígena Marãiwatsédé em Alto Boa Vista apresentou 27 focos, seguida pela Terra Indígena Sangradouro/Volta Grande em Poxoréu (9 focos), Terra Indígena São Marcos em Barra do Garças (8 focos) e Terra Indígena Marechal Rondon em Paranatinga (6 focos). A Terra Indígena Parque do Xingu em Gaúcha do Norte registrou 4 focos.

Ainda foram contabilizados 3 focos na Terra Indígena Pimentel Barbosa em Canarana, 3 na Terra Indígena Ubawawe em Santo Antônio do Leste, 2 na Terra Indígena Merure em Barra do Garças e 1 na Terra Indígena Zoró em Rondolândia.

Um foco de calor isolado não caracteriza necessariamente incêndio florestal. Trata-se de indicativo detectado por satélites de área com temperatura elevada, que pode ou não estar associada a queimadas. Um incêndio florestal é geralmente identificado por múltiplos focos de calor concentrados na mesma região. Nas terras indígenas, o combate aos incêndios é responsabilidade exclusiva de órgãos federais, pois o estado não possui competência legal para atuar nessas áreas.

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