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Pivetta defende aliados após Operação Heritage e reafirma que cada um responde por seus atos

Governador avalia impactos da operação da PF e ressalta responsabilidade individual dos investigados

Pivetta defende aliados após Operação Heritage e reafirma que cada um responde por seus atos

Conteúdo/ODOC - Em um período marcado por instabilidade política na campanha eleitoral de Mato Grosso, o governador e postulante à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) expressou-se com tom que combinou desconforto pessoal e compromisso institucional ao analisar as repercussões da Operação Heritage, iniciada pela Polícia Federal.

Questionado sobre os desdobramentos das investigações que atingiram o círculo próximo de seus apoiadores — causando a desistência do deputado federal Fábio Garcia (União) à vice-governança e a saída do chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho — Pivetta transmitiu uma comunicação clara sobre a responsabilidade pessoal de cada investigado.

"Francamente, a gente nunca se prepara para algo assim, né? Eu gostaria de acreditar que não haverá operações futuras, mas, se houver, cada um de nós possui um CPF. E cada um precisa responder por seus próprios atos" — Otaviano Pivetta, governador de Mato Grosso.

Embora tenha pronunciado palavras firmes acerca da prestação de contas individual perante o sistema judiciário, Pivetta ressaltou sua confiança pessoal na inocência dos companheiros de seu percurso político. O chefe do governo estadual questionou o momento em que a PF deflagrou a operação — autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) durante a fase de consolidação das candidaturas —, sustentando que o ambiente eleitoral prejudicou a análise equilibrada dos acontecimentos e mesclou trabalhos investigativos com disputas eleitorais.

"Reafirmo múltiplas vezes minha crença sincera de que todos eles, Mauro Mendes, Fabinho, Mauro Carvalho, demonstrarão sua inocência, é esse meu convencimento. Portanto, aguardaremos o resultado, a polícia e a Justiça prosseguirão com as investigações, e ao final teremos a resposta", declarou.

A Operação Heritage gerou uma situação inédita de complicação jurídica e administrativa para a coligação governista. As medidas cautelares impostas pelo STF — que impediram o contato direto entre investigados como Fábio Garcia e o ex-governador e aspirante ao Senado Mauro Mendes (União) — tornaram impraticável a condução ordinária da campanha por excelência. Pivetta revelou o custo político da escolha de substituir Garcia, que representava o consenso da coligação para ampliar a penetração da chapa na capital.

"O vice escolhido pelo Mauro Mendes era o Fabinho, assim como era minha preferência, tanto que anunciei na convenção o Fabinho como vice. A operação modificou esse cenário, levando os nomes mencionados a se afastarem para permitir que retomássemos nossa campanha com a autonomia requerida, e me vi obrigado a proceder dessa forma. Já externei meu sofrimento e minha decepção, mas não podemos esmorecer, precisamos avançar", finalizou.

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