Capital mato-grossense registra baixos índices de vacinação contra Influenza em grupos de risco, com apenas 40% de cobertura entre idosos.
A Prefeitura de Cuiabá, através da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou preocupação com os índices reduzidos de imunização contra a Influenza na capital. A administração municipal convida urgentemente os cidadãos pertencentes aos grupos de risco a comparecerem nas unidades de saúde para receberem a vacina contra o vírus.
Apesar dos esforços para ampliar a campanha de imunização, os percentuais continuam abaixo do objetivo do Ministério da Saúde, que estabelece 90% de cobertura para cada grupo prioritário. Segundo levantamento realizado em agosto de 2026, nenhuma das principais populações alvo conseguiu alcançar essa meta.
Entre crianças de 6 meses a 5 anos, apenas 37,72% receberam a dose, totalizando 18.905 aplicações de um universo estimado de 50.121 infantes. A população idosa, considerada entre as mais vulneráveis a desenvolver complicações graves, apresenta cobertura de 40,13%, com 39.354 doses entre aproximadamente 98.078 pessoas com 60 anos ou mais. As gestantes registram melhor desempenho, atingindo 61% de imunização, correspondendo a 4.143 doses aplicadas.
O panorama preocupante intensifica-se ao considerar que os segmentos com menor proteção vacinal são exatamente aqueles mais acometidos pela doença no município. De acordo com o Boletim Epidemiológico de Vigilância dos Vírus Respiratórios referente ao primeiro semestre de 2026, Cuiabá registrou 2.348 casos de Influenza A e B nos grupos-alvo da campanha vacinal.
Os números revelam 957 ocorrências em crianças de 0 a 6 anos e 172 em idosos acima de 60 anos. Além disso, o vírus provocou 14 óbitos durante o período analisado, demonstrando a importância crítica de expandir a proteção nos segmentos mais vulneráveis da população.
A campanha municipal teve seu lançamento oficial em 28 de março de 2026, marcado pelo Dia D de vacinação em massa. Desde essa data, a Secretaria Municipal de Saúde implementou diversas iniciativas para facilitar o acesso da comunidade à imunização, incluindo programas de vacinação em locais estratégicos fora das unidades tradicionais de saúde.
As ações extramuros contemplam imunoprevenção em residências terapêuticas, centros de maternidade, instituições hospitalares, terminal rodoviário e centros de convivência para idosos, assegurando que pessoas com mobilidade reduzida também consigam se proteger contra o vírus. O município institucionalizou ainda a Estratégia Municipal de Vacinação nas Escolas através de portaria conjunta entre as secretarias competentes, fortalecendo a integração institucional para ampliar a cobertura entre crianças e adolescentes.
A rede de atendimento conta com 72 Unidades de Saúde da Família distribuídas pela cidade. Para maior conveniência dos munícipes, diversas unidades funcionam com horário ampliado. Oito unidades oferecem atendimento até as 21h, enquanto outras 23 funcionam até as 19h, proporcionando mais possibilidades para trabalhadores e famílias buscarem imunização.
A vacina encontra-se disponível de forma gratuita para os grupos considerados prioritários conforme diretrizes do Ministério da Saúde. Este conjunto inclui crianças entre 6 meses e menores de 6 anos, mulheres gestantes e puérperas até 45 dias pós-parto, pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, profissionais que atuam na área da saúde, educadores das redes pública e privada, indivíduos portadores de doenças crônicas e condições clínicas especiais, profissionais do transporte de carga, trabalhadores de segurança, salvamento e integrantes das Forças Armadas.
Presentemente, a vacinação permanece restrita aos públicos classificados como prioritários, não estando liberada para a população geral. A possível expansão do acesso dependerá do alcance da meta de 90% de imunização em cada grupo definido como prioritário pelo Ministério da Saúde.
Nesta fase, as ações concentram-se em proteger justamente os cidadãos que enfrentam maior probabilidade de desenvolver manifestações graves da doença, necessitar de hospitalização e evoluir para desfechos fatais, como crianças, idosos, gestantes e demais populações prioritárias. A adesão inadequada desses grupos mantém a população mais frágil vulnerável aos riscos de complicações sérias e morte causadas pelo vírus influenza.
Para se vacinar, é necessário apresentar a caderneta de vacinação e documento de identificação pessoal ou Cartão SUS na unidade de saúde escolhida. A administração municipal reforça o apelo para que toda a população dos grupos de risco procure uma unidade de saúde e mantenha seu calendário vacinal atualizado.
PRÓXIMA NOTÍCIA
O advogado Igor Gustavo Veloso de Souza, de 33 anos, e a companheira, Kathellen Moreira, de 23, foram presos sob suspeita de envolvimento na morte...
A Faculdade de Direito da Universidade de Chicago proibirá o uso de laptops, tablets e celulares nas disciplinas obrigatórias do 1&or...
Faça um comentário // Expresse sua opinião...
Veja os últimos Comentários