Em contraponto ao cenário de crescente dependência financeira de diversos entes federativos, o Mato Grosso se destaca como um dos poucos estados do país que, desde 2021, não precisou recorrer ao Governo Federal para o pagamento de parcelas de empréstimos estaduais garantidos pela União.
Esse desempenho é resultado de uma gestão fiscal responsável, marcada pelo controle rigoroso das despesas públicas, equilíbrio entre receitas e gastos e planejamento financeiro estruturado no médio e no longo prazo. Diferentemente de estados que passaram a depender de socorros federais, Mato Grosso conseguiu organizar suas contas, preservar sua autonomia financeira e evitar a submissão a regimes excepcionais de recuperação fiscal.
No extremo oposto desse cenário aparece o Rio de Janeiro, que figura no topo da lista dos estados mais dependentes da União para honrar compromissos financeiros. O estado é governado por Cláudio Castro, filiado ao Partido Liberal, principal partido de oposição ao governo federal.
Em seguida, está Minas Gerais, sob a gestão do governador Romeu Zema, igualmente alinhado à oposição. Ambos os estados integram o Regime de Recuperação Fiscal, mecanismo aplicado em situações de grave desequilíbrio das contas públicas.
O contraste entre os estados evidencia que, independentemente de alinhamentos políticos ou partidários, a responsabilidade fiscal continua sendo o fator decisivo para a sustentabilidade das finanças públicas estaduais.
Nesse contexto, Mato Grosso se consolida como exemplo nacional de equilíbrio, previsibilidade e boa governança fiscal, demonstrando que é possível manter crescimento econômico, honrar compromissos financeiros e preservar a credibilidade institucional sem depender de socorros recorrentes da União.
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