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Operação conjunta interdita uso irregular de cal de construção em tratamento de água em Acorizal

Polícia Civil, Vigilância Sanitária e Procon flagram concessionária utilizando produto impróprio no tratamento de água potável

Operação conjunta interdita uso irregular de cal de construção em tratamento de água em Acorizal

Uma ação coordenada entre Polícia Civil, Vigilância Sanitária Estadual e Procon de Mato Grosso foi realizada na manhã de terça-feira para investigar irregularidades no processo de tratamento de água em Acorizal. A operação ocorreu na Estação de Tratamento de Água (ETA) após denúncia encaminhada pela 6ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Cuiabá.

A investigação apontava que a concessionária responsável pelo fornecimento de água estaria utilizando cal hidratada de origem inadequada no tratamento da água distribuída aos habitantes do município. Durante a inspeção, os fiscais localizaram diversos sacos do produto nas dependências da estação, levantando suspeitas sobre sua aplicação no processo de tratamento.

Quando questionados, os colaboradores da concessionária confirmaram a presença do material, explicando que o produto havia sido adquirido em um fornecedor local de materiais de construção. Conforme relataram, o material seria utilizado no tratamento, embora alegassem que não havia sido empregado naquela data específica em razão da qualidade satisfatória da água.

A Vigilância Sanitária Estadual realizou verificação técnica da embalagem e estabeleceu contato direto com o fabricante, sediado em Nobres. A empresa confirmou que o produto encontrado é exclusivamente destinado à construção civil e que não produz nem comercializa cal apropriada para tratamento de água potável.

Identificada a utilização de material impróprio, a Vigilância Sanitária procedeu com a interdição completa do produto presente na estação. A Polícia Civil coletou amostras para análise pericial, enquanto a administração da concessionária recebeu notificação formal quanto à proibição do uso do material.

Conforme explicou o delegado Rogério Gomes, responsável pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor, embora a cal possa ser legitimamente empregada em processos de tratamento de água, é fundamental que seja especificamente produzida para essa finalidade. A utilização de cal destinada a obras pode comprometer a saúde pública, pois frequentemente contém metais pesados e contaminantes que ultrapassam os limites estabelecidos para produtos de tratamento de água para consumo humano.

A Polícia Civil informou que um inquérito policial será instaurado para investigar as circunstâncias do caso e apurar possíveis responsabilidades dos dirigentes da empresa concessionária de água e esgoto de Acorizal, caso as irregularidades sejam confirmadas.

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