Thawany Nunes Silva de Bulhões foi detida em ação que cumpriu 10 mandados de prisão e bloqueou R$ 17,2 milhões em bens
A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu Thawany Nunes Silva de Bulhões, cônjuge de Paulo Witer Farias Paelo (WT), investigado como tesoureiro da principal organização criminosa do estado. A detenção ocorreu durante a Operação Replay, desencadeada na quinta-feira (30), que também resultou na prisão de nove outros suspeitos.
A investigação apura práticas de organização criminosa e movimentação de recursos ilícitos supostamente coordenadas por WT. O investigado encontra-se custodiado na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, onde recebeu uma nova ordem de prisão preventiva durante a operação.
Os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em três imóveis vinculados a Thawany localizados em Camboriú (SC), Itapema (SC) e Cuiabá. No decorrer das ações, foram confiscados itens de luxo, joias e numerário em espécie.
Entre os detidos constam a advogada Dayane Karol Moreira da Silva, o ex-assessor da Câmara Municipal de Cuiabá Brunno Passos da Silva, o desportista amador Alex Júnior Santos de Alencar (conhecido como Soldado), Emerson Ferreira Lima (o Gordinho), a personalidade digital Katani Adorno Bocardi (esposa de Emerson), Aldemir de Assis Campos (Tucão), Ygor Henrique da Silva Martins e Anderson Alves de Sousa.
Conforme apurado pela polícia, a profissional do direito Dayane Karol participava do esquema de encobrimento e dissimulação do patrimônio de WT. A celebridade digital Katani Adorno foi apreendida na madrugada de sexta-feira (31) no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, ao chegar de uma viagem internacional pela França.
Complementando os alvos da operação, foram cumpridos mandados de busca contra Wellen de Amorim Gomes, Giselly Breier Streck, Jhonatan Alves Ventura (Japão), Paulo Vinicius Gabriel de Araújo (Pisquila), Wires Alves Guerra, Nagilda Cândida Ferreira e Fernando Wagner Moraes Amorim.
Dimensões da operação
A Operação Replay executou 10 mandados de encarceramento preventivo e outras medidas cautelares direcionadas a 14 investigados em Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro. As investigações apontam que os suspeitos utilizavam intermediários para mascarar a origem do patrimônio e transitar recursos de procedência ilegal.
O poder judiciário ordenou o sequestro de propriedades e disponibilidades financeiras estimadas em R$ 17,2 milhões. O bloqueio engloba imóveis de alto padrão distribuídos entre Mato Grosso e Santa Catarina, três áreas territoriais e quatro automóveis. Adicionalmente, foram congelados até R$ 15,324 milhões em patrimônio financeiro, quantia equivalente às movimentações rastreadas nos registros contábeis localizados na investigação.
As medidas objetivam paralisar as operações ilícitas, proteger evidências, impossibilitar a subtração de bens e atacar a capacidade financeira da estrutura criminosa.
Conforme constatado nas investigações, WT continua exercendo o controle administrativo e financeiro da organização mesmo em regime de segurança máxima, orientando membros em liberdade e autorizando deslocamentos de recursos ilegais.
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