Atleta amador integrava time ligado a WT e atuava em esquemas de lavagem de dinheiro para organização criminosa
A Polícia Civil prendeu o atleta amador Alex Júnior durante a Operação Replay na quinta-feira (30), acusado de atuar como um dos principais operadores do tesoureiro da maior organização criminosa do estado de Mato Grosso atuando fora do sistema penitenciário.
Paulo Winter Paelo Farias, WT para os investigadores, permanece encarcerado desde 2024, quando foi capturado na Operação Apito Final. Desde então, ele já foi alvo de cinco operações diferentes deflagradas pela corporação de segurança.
Conforme explicou o delegado Victor Hugo, responsável pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Alex atuava no Amigos WT, clube de futebol de propriedade do acusado, onde executava atividades relacionadas ao esquema de reciclagem ilícita de recursos.
"O atleta que integra o time pertencente a esse faccionado representa um de seus braços direitos em liberdade. Ele possui histórico de prisões anteriores e desempenhava funções na reciclagem de capitais e em atividades que beneficiam a organização criminosa", declarou Victor Hugo.
Mesmo enclausurado na Penitenciária Central do Estado (PCE), as investigações mostram que WT mantinha o controle do departamento de operações financeiras da facção através de celulares contrabandeados para dentro do presídio. A partir do cárcere, ele coordenava aquisições de propriedades, dissimulação de patrimônio e inclusive determinava atos violentos.
A Operação Replay representa a continuação investigativa das operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra, focalizando crimes de associação para prática delituosa e ocultação de origem de bens ilícitos.
Os mandados judiciais totalizaram 55 cumprimentos em Cuiabá, Várzea Grande, Rio de Janeiro e nos municípios catarinenses de Balneário Camboriú, Camboriú e Itapema.
Além de Alex Júnior, a ação resultou na captura da advogada e personalidade digital Dayana Karol Moreira, investigada por encobrir bens em nomes de terceiros, e do assessor da Câmara Municipal de Cuiabá Brunno Passos da Silva. WT, foco central das investigações, recebeu novo mandado de prisão complementar.
A operação culminou na indisponibilidade de nove propriedades, retenção de seis automóveis e congelamento de aproximadamente R$ 18 milhões em bens patrimoniais e valores em contas bancárias. Segundo a corporação, estas ações visam danificar a estrutura econômica da facção e estancar suas operações ilícitas.
A renúncia do senador Jayme Campos (União Brasil) na disputa pelo Palácio Paiaguás reconfigurou o cenário político mato-grossense. A deputada estad...
Conteúdo/ODOC - O deputado Eduardo Botelho (MDB) movimentou os bastidores da política mato-grossense ao comunicar que a coligação...
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, sancionou quatro legislações complementares aprovadas pela Câmara Municipal que visam à valorização do...
Faça um comentário // Expresse sua opinião...
Veja os últimos Comentários