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Mauro cobra agilidade da prefeitura para estadualização do contrato com Hcan e afirma que não pagará dívidas

Mauro cobra agilidade da prefeitura para estadualização do contrato com Hcan e afirma que não pagará dívidas

O governador Mauro Mendes (União) afirmou que a estadualização do contrato da Prefeitura de Cuiabá com o Hospital de Câncer de Mato Grosso (Hcan) só ocorrerá se o município resolver o problema que não conseguiu solucionar até agora.

Atualmente, o estado repassa recursos ao município para subsidiar os serviços oferecidos pelo hospital. No entanto, a prefeitura tem demorado a transferir o dinheiro ao Hcan, comprometendo a continuidade dos atendimentos.

Mauro destacou que a unidade será mais eficiente quando estiver sob contrato com o estado.

“Primeiro, a prefeitura tem que sair de cima do problema que não deu conta de resolver, o que não dá conta e fica sentado de cima, passa para nós, sai da frente que nós vamos tratar com seriedade o Hospital do Câncer e temos certeza que vai ser muito mais resolutivo e vai contribuir muito mais com a saúde de Mato Grosso”, afirmou.

Em uma ação que tramita na Justiça Federal, o Hcan alega que o município deve cerca de R$ 12 milhões referentes a serviços prestados no ano passado e durante a pandemia de COVID-19. A entidade busca um acordo com a prefeitura para amenizar o déficit orçamentário.

Sobre as dívidas atrasadas, o governador foi enfático ao dizer que o estado não irá assumi-las e que será responsável apenas pelos repasses a partir da formalização do contrato.

"Os atrasados não vamos assumir. A prefeitura deve e terá que pagar. O estado, ao assumir, pode garantir que não haverá mais atrasos, como não tem ocorrido com a maioria dos nossos fornecedores. A documentação precisa ser tramitada, o município passa para o estado, e nós cuidaremos do Hospital do Câncer", ressaltou.

No mês passado, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) formalizou uma proposta à prefeitura para a estadualização do contrato. A proposta inclui um aumento de 92% no valor do contrato, passando de R$ 48,7 milhões para R$ 93,9 milhões, o que permitiria à unidade aumentar o número de procedimentos realizados de 310.893 para 562.008.


Fonte:olhardireto.com.br

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