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Vereador Ranalli defende demissões por divergência ideológica e classifica retaliação política como 'natural'

Parlamentar eleito pelo PL em Cuiabá argumenta que liberdade de escolha empresarial deve prevalecer sobre critérios éticos

Vereador Ranalli defende demissões por divergência ideológica e classifica retaliação política como 'natural'

Conteúdo/ODOC - O vereador cuiabano Rafael Ranalli (PL), reconhecido defensor da agenda liberal e bolsonarista, gerou controvérsia ao respaldar publicamente a demissão de colaboradores motivada por convicções políticas distintas.

Durante pronunciamento à imprensa, o parlamentar minimizou as consequências das retaliações políticas nos ambientes corporativos e comerciais subsequentes ao pleito presidencial, sustentando que decisões sobre admissão, dispensa e transações comerciais são prerrogativa exclusiva dos proprietários de capital.

Ao refletir sobre os conflitos emergentes entre empregadores e empregados com orientações políticas divergentes, Ranalli reafirmou sua posição de que os princípios de economia de mercado e direitos proprietários conferem autonomia integral aos gestores empresariais e consumidores. "Eu defendo qualquer posicionamento, a gente vive numa democracia. Se o cara quiser mandar embora o petista, ele manda. Se o petista que votou no Lula quiser se revoltar com o patrão e pedir as contas, peça as contas também", declarou o vereador.

O representante municipal argumentou ainda que preferências ideológicas e pessoais podem constituir elementos válidos nas decisões empresariais, abrangendo tanto processos de recrutamento quanto a seleção de fornecedores e prestadores de serviço.

Conforme a concepção do vereador liberal, a liberdade de arbítrio individual deve prevalecer sobre qualquer regulação moral imposta externamente. "A empresa é minha. Eu contrato quem eu quiser. Ou eu sou consumidor. Eu consumo de onde eu quiser. Eu acho que isso é natural", argumentou.

Procurando deslegitimar críticas sobre discriminação seletiva, Ranalli sustentou que seu argumento mantém simetria ao considerar também os comerciantes progressistas que elegem divulgar sua filiação política para conquistar clientela afim. "Se a esquerda faz um desafio, quem é de esquerda bota uma estrela na frente do seu comércio e fala: 'Eu fiz o L, venha consumir no meu estabelecimento'. Eu vou achar errado? Eu não vou achar errado", finalizou Rafael Ranalli.

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