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Janaina Riva se compromete com representatividade dos taxistas no Senado durante encontro em Várzea Grande

Candidata ao Senado ouve demandas de taxistas e promete diálogo permanente com a categoria caso eleita

Janaina Riva se compromete com representatividade dos taxistas no Senado durante encontro em Várzea Grande

A pré-candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) participou de reunião com lideranças da Cooperporto Táxi e do Sindicato dos Taxistas de Várzea Grande na manhã de quarta-feira (26), coincidindo com as celebrações do Dia Nacional do Taxista, para conhecer de perto os principais desafios enfrentados pela categoria.

Durante o encontro, foram abordados temas relevantes como a concorrência desleal de motoristas informais, a carência de áreas para estacionamento próximo ao Aeroporto Marechal Rondon e as dificuldades estruturais que afetam os profissionais do setor.

Janaina reafirmou seu compromisso em manter comunicação frequente com os taxistas caso conquiste uma cadeira no Senado, enfatizando a relevância de dialogar com variados segmentos da sociedade antes de implementar políticas públicas e iniciativas legislativas.

"Vocês podem ter certeza de que, chegando lá, não vai lhes faltar representatividade quando vier uma pauta que for de segmento. Vocês vão ter alguém para contar lá dentro", declarou a candidata.

A pré-candidata também ressaltou que as questões relacionadas ao transporte público transcendem aspectos de segurança pública, sendo fundamentais para o bem-estar e a qualidade de vida dos cidadãos. De acordo com ela, o crescimento do tempo despendido em deslocamentos afeta diretamente os profissionais do ramo, que sofrem impactos decorrentes de transformações regulatórias e de mobilidade urbana.

"Quando a gente fala de mobilidade, de trânsito, é muito além da segurança. Nós estamos falando também de qualidade de vida."

Uma das reclamações preponderantes levantadas pelos taxistas refere-se à informalidade no setor. Na avaliação de Janaina, a atividade de pessoas sem regulamentação prejudica toda a categoria e representa risco aos usuários do serviço.

"Um dos maiores desafios hoje é a informalidade, que nos atrapalha e incomoda muito. Cobrar 320 reais para ir daqui ao Alvorada. Isso acaba difamando a classe injustamente", relatou Janaina, reproduzindo depoimentos colhidos dos representantes do segmento.

Para a candidata, a fiscalização deve estabelecer distinção clara entre profissionais devidamente autorizados e aqueles que operam clandestinamente.

"Não se trata de um profissional do trânsito, não é um taxista, não é um motorista de aplicativo. É, às vezes, até uma pessoa que coloca em risco a vida do passageiro."

A necessidade de estrutura fixa para taxistas que trabalham nas adjacências do Aeroporto Marechal Rondon também integrou a pauta da reunião. Atualmente, conforme informaram os líderes da categoria, esses profissionais enfrentam obstáculos para manter uma base de apoio adequada devido aos elevados custos de aluguel na localidade.

Janaina manifestou a intenção de articular uma solução em parceria com órgãos públicos, mencionando uma área municipal em Várzea Grande que poderia ser disponibilizada à categoria mediante concessão.

"Eu sei que é do município de Várzea Grande, mas tem essa área imensa aqui do lado, que pode ser feita uma concessão. Porque o serviço do taxista é essencial."

A candidata também indicou a possibilidade de contar com o suporte de vereadores integrantes de sua coligação para debater a utilização do espaço.

"Vou pedir o empenho deles também nisso, porque eu acho que ali daria um lugar legal, adequado, e daria para fazer uma concessão para vocês utilizarem por alguns anos."

Demandas por infraestrutura e segurança

José Luis Cavalcante, presidente do Sindicato dos Taxistas de Várzea Grande, informou que a categoria pleiteia um local estratégico nas proximidades do aeroporto destinado a estacionamento e atendimento de passageiros.

Conforme seu relato, a cooperativa mantém operações no terminal aéreo há aproximadamente três décadas, enquanto a entidade sindical acumula quatro décadas e meia de presença municipal. Entre as reivindicações constam ainda aperfeiçoamentos nos mecanismos de proteção e fiscalização contra operadores informais.

"Os clandestinos atrapalham muito, não só o taxista, como o pessoal que também trabalha certinho com aplicativos. Não é um profissional. Ele oferece serviço e traz risco, tanto para os profissionais da área, como para o passageiro."

José também acentuou o impacto negativo dos valores de aluguel elevados na região aeroportuária como um dos entraves principais para o desenvolvimento das atividades. "Então, a gente precisaria de um espaço para fazer um bolsão de estacionamento para poder atender melhor os clientes que chegam aqui no estado."

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